Marcas da vida.

Marcas da vida.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Memórias ....


Algumas emoções que sentimos na vida jamais esqueceremos.
O primeiro beijo, a formatura, o nascimento dos filhos, e sem dúvida nenhum a primeira Maratona.
Sim, correr uma Maratona.
Alguma vez você deve ter ouvido alguém dizer: Para que, ou porque as pessoas correm? É o mesmo que perguntar por que as pessoas bebem? Por que jogam? Ou Por que se apaixonam? Não existe uma resposta, só mesmo correndo uma maratona para saber.
E então eu fui, e descrevo aos amigos o relato de como foi essa fantástica aventura.

Mente e Corpo.
Depois de uma viagem tranqüila e confortavelmente instalado no Hotel Paulista Wall Street, estava tudo pronto para o grande dia, a hora de encarar o tão esperado desafio, a realização de nove em cada dez corredores, que é completar os 42, 195 km da maratona. Mesmo estando bem preparado a ansiedade e o nervosismo eram muito grandes. Correr uma maratona não é um desafio qualquer, tudo que li e ouvi de que a maratona é uma prova que envolve muito o lado emocional eu pude vivenciar, nunca antes na minha vida tive que ter um controle tão absoluto de minha estrutura física e mental, pois trabalhamos com intensidade vários sentimentos e emoções como, ansiedade, medo, resignação, coragem, fé, perseverança, etc.

 
A viagem...
A largada, às 8h30, foi na Av. Jornalista Roberto Marinho, e já de cara, a primeira emoção, do alto da ponte Estaiada um dos principais cartões postais da grande Metrópole, vi a marginal tão famosa pelos engarrafamentos se render à multidão de corredores que mais parecia uma marcha de  milhares de soldados em batalha. Foi demais, veio um nó na garganta e naquele momento me dei conta de que a viagem havia começado.

O calvário.
O percurso não me parecia tão difícil, apesar do sobe e desce dos viadutos havia muitos pontos de hidratação, com isotônicos, gel de carboidrato e claro muita água, o que ajudava muito. Outro ponto marcante foi o apoio da população que fazia uma verdadeira festa com a passagem dos corredores, eu particularmente fazia questão corresponder ao carinho, sempre que possível me aproximava da calçada tocando as mãos dos transeuntes para agradecer multiplicando a emoção a cada parte do percurso.
E foi por um exagero de entusiasmo que depois do quilometro 30 logo após um passeio pela cidade universitária na USP levei o maior susto. Ao passar por um alegre grupo que animava os corredores cometi um erro capital, fiz uma dancinha e dei um "saltinho" pra mostrar toda a jovialidade do mineirinho aqui. Uma pontada no joelho e toda alacridade foi se embora em um instante.
Pensei comigo; Quebrei! E agora?
A maratona que até então era pura festa mostrou seu lado tétrico e a cena que já havia visto de vários corredores saradões literalmente quebrados pelo meio do caminho me encheu de medo e preocupação. Será que vou ser mais um a ir para enfermaria?
Putz; Que mancada!
Aí pensei, não adianta ficar lamentando, é hora de esquecer o joelho e seguir em frente. Dei uma de Clayton Conservani do quadro planeta extremo do Fantástico e busquei forças na lembrança da família e dos amigos. Logo fui sentindo os efeitos poderosos provocados na mente e no espírito pelo sentimento de desafio, de querer ser mais forte que as dificuldades, de seguir em frente sempre. E foi arrastando a perna que passei pelo momento mais difícil da corrida, o calvário dos túneis como dizem a maioria dos corredores.

A grande lição!
Quem em muitos momentos já não ficou inseguro de si mesmo, pensando que não teria forças o suficiente ou se chegaria até o fim? A maratona proporcionou a oportunidade de vivenciar uma grande lição. Encarar e vencer as dúvidas, de analisar o sentido da nossa própria essência, eliminando todas as barreiras, mitos e fantasmas que muitas vezes nós mesmos criamos.
Nesse turbilhão de emoções e pensamentos me sentia com a alma aberta, e à flor da pele a tal força interior. Ao sentir a coragem surgir por todos os lados pude ver o quanto realmente somos mais forte que imaginamos,  e mesmo combalidos pela batalha, mesmo machucados, mancando e sem conseguir levantar a cabeça, mais a frente sempre floresce a linha de chegada como o alvor do sol, e aí tudo passa.
Finalmente a paz chega!
E nenhuma luta, dúvida ou fracassos futuros poderão remover o que ali foi conquistado.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Que isso primo, além de belas palavras é uma forma de incentivar aquelas pessoas sedentárias e pessoas que deixar de ter a pratica esportiva independente da área, assim como eu abandonei minha vida esportiva por um motivo qualquer... #EuVouDarAVoltaPorCima

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